Cirurgia de hiperidrose

 

As cirurgias são realizadas nos melhores hospitais de Goiânia e do Distrito Federal. A escolha dos hospitais na maioria das vezes fica a critério do paciente ou do convênio que o mesmo dispõe.

Existe uma seleção bem definida para o paciente que irá se beneficiar com o procedimento cirúrgico.

O tempo de cirurgia, na fase inicial, durava mais de 2 horas. Com a qualificação dos profissionais e o aprimoramento tecnológico, a cirurgia hoje demora em torno de 30 minutos. O período de internação varia de 12 a 24 horas em 97% dos casos.

 

Desde os primórdios.

Da primeira cirurgia de hiperidrose descrita (1920) até hoje aconteceram muitas evoluções. A utilização de material endoscópico auxiliou no aprimoramento da técnica. Em 1993, criou-se uma sociedade com o intuito de pesquisar e divulgar o método de cirurgia toracoscópica minimamente invasiva para a cirurgia de hiperidrose, a ISSS (International Symposium on Sympathetic Surgery). O sétimo encontro de cirurgiões dessa especialidade aconteceu no Brasil em 2006.

 

A Cirurgia no Centro Brasileiro de Hiperidrose

Em dezembro de 2000 iniciou-se os trabalhos da equipe realizando cirurgias de hiperidrose. Até 2008 foram operados mais de 1000 pacientes. O paciente mais jovem tinha 8 anos e o mais idoso, 70 anos. A equipe realizou os procedimentos com zero de infecção.

O Centro Brasileiro de Hiperidrose segue o consenso do sétimo ISSS (International Symposium on Sympathetic Surgery), ocorrido no Brasil:
a cirurgia deve ser realizada com anestesia geral, entubação oro-traqueal (seletiva ou não), posicionamento do paciente na mesa cirúrgica a critério do cirurgião, inativação (cirurgia) da cadeia simpática: por secção e retirada da mesma ou por termo-coagulação, ou ainda por clipagem pré e pós-ganglionar.
Independente do método escolhido, o resultado do pós-operatório é semelhante, não implicando em aumento ou diminuição da dor e da hiperidrose compensatória.

 

Como é realizada a cirurgia

A cirurgia é feita por vídeo, com um único corte na região axilar, em torno de 5 a 6 milímetros, pelo qual é introduzida uma câmera de TV embutida, mostrando com nitidez, iluminação e precisão as estruturas, e envia as imagens para o monitor de vídeo e, através de uma perfuração de 2 milímetros o instrumental cirúrgico de cauterização é introduzido no tórax. O pulmão é deslocado para baixo e a cadeia simpática que fica sobreposta às costelas, ao lado da coluna, é identificada. A partir daí a cadeia simpática é ressecada ou termocoagulada com um cautério elétrico. Ambos lados são operados na mesma sessão.

Para a clipagem, é necessária uma incisão adicional de 5 milímetros na região axilar. Os pontos de sutura são intradérmicos e as cicatrizes, se tornam praticamente imperceptíveis em 5 meses. O paciente recebe anestesia geral e intubação seletiva dos pulmões.

 

O Centro Brasileiro de Hiperidrose não utiliza a incisão na linha mamária inferior, para preservar a estética dos pacientes, principalmente nas mulheres, que representam 65% da nossa estatística. Na maioria das cirurgias, as imagens são gravadas e entregues ao paciente em DVD, em algumas isto não acontece por falhas técnicas na gravação.

O tempo do procedimento cirúrgico é, em média de 30 minutos, sendo que o paciente permanece internado de um dia para o outro.

A dor pós-operatória, localizada na região torácica, na maioria dos casos é de leve a moderada intensidade e, em 14 horas, praticamente não existe mais.

O retorno às atividades profissionais ocorre com 3 dias em média, e aos exercícios físicos mais vigorosos após 2 a 3 semanas.
 

Resultados e taxa de sucesso

O resultado operatório é imediato e surge ainda em campo cirúrgico após 40 segundos de secção da cadeia simpática, quando já observamos o aumento da temperatura das mãos em até 1,5 graus com interrupção do ato de suar.

 

Nenhum procedimento cirúrgico tem uma taxa de sucesso de 100%, mas o acompanhamento prolongado de nossos pacientes indica que 95% a 99% deles experimentaram alívio do suor nas mãos; 85% a 95% apresentaram alívio do suor axilar e facial; e 90% a 95% tiveram alívio do rubor facial. A taquicardia do “pavor de palco", isto é, a ocorrência de palpitações no peito e de “nervosismo” em situações estressantes, como se apresentar em público por exemplo, também foram consideravelmente reduzidas após a operação.

Temos investigado, pelo exame clínico e questionários, os resultados do procedimento no pós-operatório imediato, no primeiro retorno para a retirada dos pontos, durante os primeiros 30 dias e ainda após vários meses ou anos. Nessas ocasiões, valendo-nos de um questionário de “Qualidade de Vida”, solicitamos aos pacientes que avaliem seus sintomas antes e após a operação numa escala de 0 a 5.

 

Riscos

Sempre existirão riscos em procedimentos cirúrgicos, por isso, deve-se optar por profissionais qualificados, que tenham perfeito conhecimento da anatomia humana e da doença, minimizando-se assim as eventuais complicações.

A anatomia da cadeia simpática é bem clara e definida, e junto a ela no corpo humano não tem a presença de nenhuma cadeia ou ramos nervosos que impliquem em perda motora, ou seja, perda de força muscular pelo paciente.

 

Efeitos colaterais e complicações

São pouco freqüentes (menos de 1%). No final da década de 1980, a simpatectomia torácica endoscópica começou a ser empregada com maior freqüência e, no período de 1987 a 1997 já haviam sido operados mais de 3500 pacientes em todo o mundo. Ao estudarmos as publicações oriundas de diversos países (China, Israel, França, Suécia, Estados Unidos, entre outros) também pudemos constatar que são extremamente raros os casos em que foram descritas complicações GRAVES OU QUE ACARRETASSEM RISCO DE VIDA dos pacientes. Nunca tivemos necessidade de abrir o tórax para corrigir alguma complicação. Pequenas hemorragias e vazamentos de ar dos pulmões ocorreram em menos de 1% dos nossos pacientes. Estas intercorrências, todavia, são facilmente resolvidas pela simples manutenção de dreno pleural por alguns dias.